No dia 11 de março de 2025, tive a oportunidade de facilitar, juntamente com a minha colega Susana Rodrigues, um workshop no âmbito do BIP - International Week “Promoting Well-being and Happiness at Workplace”, promovido pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria e coordenado pela Prof. Maria João Jorge. O evento reuniu estudantes da RUN - European University, vindos da Áustria, Roménia, Finlândia, Portugal e Hungria, e centrou-se no pensamento crítico e nas tendências emergentes para a construção de estratégias de inovação no bem-estar organizacional, a partir de um olhar fundamentado nos Estudos Culturais.
O workshop procurou estabelecer relações entre cultura, trabalho e identidade, recorrendo a metodologias de design thinking e Lego® Serious Play® para fomentar a co-criação e a reflexão sobre o impacto das dinâmicas culturais nos ambientes laborais contemporâneos. Os estudantes seguiram um roteiro estruturado de design thinking, passando por diferentes fases do processo criativo para desenvolver soluções inovadoras para a Startup Leiria, marca parceira do projeto. O percurso iniciou-se com a exploração de conceitos-chave da cultura organizacional, onde, através de brainstorming e mapas mentais, refletiram sobre os fatores que moldam as estruturas de trabalho no contexto atual.
No momento seguinte, aplicaram a metodologia Lego® Serious Play® na construção de um modelo de árvore, baseado nas premissas da metonímia, permitindo-lhes visualizar as intersecções entre valores organizacionais, práticas de bem-estar e dinâmicas culturais contemporâneas. Esta abordagem não apenas reforçou a importância da cultura visual e simbólica no espaço de trabalho, como também incentivou os participantes a pensarem de forma estratégica e interdisciplinar sobre os desafios do bem-estar laboral.
Este evento reforçou a necessidade de compreender as culturas organizacionais como espaços vivos, em constante transformação, onde a criatividade, a inovação e a identidade coletiva são elementos estruturantes. A experiência demonstrou que organizações que adotam modelos flexíveis, práticas de reconhecimento e espaços colaborativos não apenas aumentam a sua competitividade, mas potenciam a criação de ecossistemas sustentáveis e culturalmente ricos.
A transformação cultural no trabalho passa, assim, pela integração de metodologias ágeis, processos de co-criação e um olhar crítico sobre as dinâmicas sociais e simbólicas que moldam as relações laborais. O BIP - International Week foi mais uma prova de que o futuro das empresas será construído por aqueles que souberem ler as tendências culturais e equilibrar inovação, cultura e bem-estar.
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